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Rivane Neuenschwander

12 de fevereiro de 2011

Fig. 01 - Chove chuva, instalação de 2002 feita pela primeira vez no Museu de Arte da Pampulha, BH, MG e depois remontada em outros espaços de arte estrangeiros.

Fig. 01 - Chove chuva, instalação de 2002 feita pela primeira vez no Museu de Arte da Pampulha, BH, MG e depois remontada em outros espaços de arte estrangeiros. Está acontecendo algo no mínimo intrigante no ambiente cultural tupiniquim: a artista patrícia mais conhecida, atualmente, no estrangeiro é, praticamente, pouquíssimo conhecida em seu País e, menos ainda, em seu Estado. Estou falando da artista plástica Rivane Neuenschwander, mineira de Belo Horizonte, que se formou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais em 1993 e, a seguir, tendo apenas 19 anos, com autoconfiança e coragem (não... 

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Lazzarini – O pintor que salvou a paisagem da morte

20 de janeiro de 2011

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Caminhando em torno de lagoa existente na região onde moro, ponho-me a observar árvores, gramas, canteiros floridos, água ondulando ao sopro da brisa, cães, pássaros, mosquitos… e um majestoso céu azul aberto como um pálio protetor sobre tudo aquilo. Então falo comigo mesmo, como se fizesse uma descoberta: olhe aí no conjunto desta paisagem os quadros de Lazzarini, que sintetizam de maneira mágica todas as paisagens das Gerais! A minha impressão naquele momento era exatamente esta, pois havia acabado de ver, em seu atelier, na véspera, todas as unidades da exposição que fez no Museu Inimá, durante o primeiro... 

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Guido Boletti – O Bem-Vindo

22 de dezembro de 2010

Fig. 1 - My and me, 1955, ast, 80 X 80 cm.

Depois de um namoro com o Brasil, que durou pouco mais de dez anos, durante cujo período vinha constantemente ao País e aqui foi se encantando cada vez mais com as nossas coisas, nossa gente, nosso folclore, candomblé e festas populares, incluindo aí o carnaval, nossa música (obviamente, já que o enamorado é também um excelente músico), enfim, com tudo quanto somos e temos para oferecer-lhe – eis que Boletti, há pouco mais de um ano, aqui desembarcou para ficar, escolhendo Belo Horizonte para seu domicílio permanente. Desde muito cedo sentia em si os apelos da arte, primeiro da música, convencido mesmo de que... 

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Marcelo A. B. – Arte e Arqueologia

27 de novembro de 2010

Executivo III, 1984, acsp, 36 X 51 cm.

Executivo III, 1984, acsp, 36 X 51 cm. Penetrar a pele de determinada realidade, mecanicamente apreendida como fase primeira da elaboração pictórica, escavar-lhe a essência humana por entre músculos, veias, ossos, nervos e cartilagens (numa verdadeira dissecação, digamos assim, esteticizada, a que talvez o artista pudesse batizar de “Arqueologia Humana”), até atingir-lhe o âmago do âmago, onde a alma descansa, ela mesma impassível de fossilização, por etérea – eis o escopo desse artista-arqueólogo Marcelo A. B., que vem de expor sua última fase de pintura, a que deu o título de “Arqueologia Urbana”,... 

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As Aquarelas de Nemer

12 de novembro de 2010

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Sutileza, diafaneidade, leveza espiritual – eis algumas das infinitas impressões que me deixaram as últimas aquarelas de José Alberto Nemer, recentemente expostas na Quadrum Galeria de Arte, em Belo Horizonte. Contemplar seus desenhos, deixando-se levar num mágico voo pelas regiões dessas incríveis transparências, desse lento balé de linhas que projetam luzes e sombras no campo imaginário da criação, como se de dança se tratasse, é viajar para uma região da alma onde a poesia se forja, onde em surdina as cirandas dos anjos são inventadas e onde, com a emoção despertada, é possível acariciar o próprio sonho,... 

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Miguel Gontijo – I Modi

31 de outubro de 2010

Romântico até te comer, 2008, ast, 0,50 X 0,50 cm.

Romântico até te comer, 2008, ast, 0,50 X 0,50 cm. Para realizar os quadros da exposição de outubro de 2008 – “I Modi”, Miguel Gontijo declara ter-se baseado num album de gravuras feito sobre 16 desenhos do pintor maneirista italiano Giulio Romano, no princípio do século XVI, representando 16 maneiras de fazer amor, que, proibidas pelo Vaticano, teve um exemplar extraviado, o qual chegou até nosso conhecimento no princípio do século XX, quando, reimpressas, foram dadas ao público. Daí resultaram doze telas em acrílica, medindo 0,50 X 0,50 cm, referentes a “História de amor e de guerra”, nas quais... 

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Miguel Gontijo – Círculo Vicioso

26 de outubro de 2010

Leviatã, 2007, asm, 1,37 cm de diâmetro.

Leviatã, 2007, asm, 1,37 cm de diâmetro. No primeiro semestre de 2008, Miguel Gontijo deu as últimas pinceladas em uma série de quadros que vinha pintando fazia anos, com muito cuidado e, principalmente, com muita consciência quanto à linguagem e aos resultados pretendidos. Trata-se da série de 13 pinturas intitulada “Círculo vicioso”, exposta em agosto daquele ano, pintadas em acrílica sobre madeira, em formato redondo, com 1,37 m de diâmetro cada. Dois meses depois fazia, na Pequena Galeria do Tetro da Cidade, sua última exposição até o momento, intitulada “I Modi”, composta por doze quadros em acrílica... 

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Miguel Gontijo – Manual de Instrução

25 de outubro de 2010

Instrução para fazer rodar a roda de Duchamp, 2007, ast,0,90 X 0,90 cm.

Instrução para fazer rodar a roda de Duchamp, 2007, ast,0,90 X 0,90 cm. Eis aí uma desconcertante exposição de doze pinturas em acrílica sobre tela, todas pintadas em 2007 na medida de 0,90 X 0,90 cm. A mostra leva o título geral de “Manual de Instrução”, mas tece sob a desculpa de instruir os mais contundentes comentários sobre a natureza humana. Vejam-se, por exemplo, os quadros “Instrução educativa para transformar Bad Boy em Pivete”, “Instrução para fazer rodar a roda de Duchamp” e “Instruções descumpridas em Avignon” (portanto, ocas e loucas instruções inúteis), nas quais os símbolos,... 

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Miguel Gontijo – Armarinho São Miguel

11 de outubro de 2010

Romeiros, 2005, asm, 0,50 X 0,50 cm.

Romeiros, 2005, asm, 0,50 X 0,50 cm. Miguel teve em Santo Antônio do Monte o Armarinho de sua infância, onde podia comprar, dentre um sem número de quinquilharias, os seus Gibis e balas Chita. Também eu tive o meu numa cidade aí do interior, não naquela onde nasci, mas em outra, onde passei parte da infância, mais exatamente, a cidade mineira de Piumhi. Era o Bazar Irmãos Cassini, onde sempre comprava uma caixinha de Cem-cem e onde, certa vez comprei uma flautinha preta, de uns 25 cm de comprimento, pouco mais grossa do que uma caneta Bic, com suas divisões sugeridas em dourado, na qual, após dezenas de tentativas,... 

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Miguel Gontijo – A Pedra da Melancolia

2 de outubro de 2010

Hieros Gamos, 2005, osm, 0,63 X 0,44 cm.

Hieros Gamos, 2005, osm, 0,63 X 0,44 cm. Fico imaginando o quão maravilhado Miguel Gontijo se sentiu, quando teve pela primeira vez contato com a obra do alemão Albrecht Dürer, principalmente com sua gravura em madeira de topo, numa técnica ainda hoje não superada e pouquíssimas vezes igualada. A admiração foi tão grande, que, numa das gravuras, a intitulada “Malencolia I”, se inspirou, para elaborar os dez quadros da exposição “A Pedra da Melancolia (completada com mais dois: “Para se tornar homem “ e “Para se tornar mulher”, as quais, embora diferentes da série, garantem a passagem para a fase seguinte). O... 

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